Você é o líder que gostaria de ter?

Em época de eleição, a transparência se torna assunto até de happy hour. E não é só os candidatos à presidência que nos preocupam. Estamos buscando por cada vez mais conhecimento acerca do nível de transparência de tudo o que nos cerca: dos nossos relacionamentos interpessoais aos serviços que utilizamos todos os dias.

Hoje, o grande diferencial das grandes às pequenas empresas é a identificação mais profunda que conseguem despertar em seus clientes, seja por questões sociais, ambientais ou ideológicas.

Os usuários se identificam mais com empresas que representam
o que eles acreditam na prática.

Se você é dono de um negócio ou líder de algum setor dentro da sua empresa, a pergunta do momento é:

Será que estou sendo o líder que eu gostaria de ter?

Aquela visão de que “o homem é a medida de todas as coisas”, “o mundo é um imenso mecanismo complexo” e “a ciência é a chave para desvendar os mistérios do universo com o objetivo de ganhar mais dinheiro” está em constante desconstrução.

Há uma massa significativa de profissionais que não veem mais sentido em trabalhar puramente por dinheiro ou status social. E esses caras estão começando a olhar para o futuro atrás de carreiras e empresas que permitam que eles se conectem com seus propósitos e ideais.

É daí que surge a urgência de mudar. Por causa disso, algumas empresas já começaram a pensar em diferentes modelos de gestão, a fim de criar novos formatos que inspirem uma verdadeira relação de confiança com seus funcionários, investidores e clientes.

O que conta em organizações como essa é a humanização de sistemas e processos internos e a transparência com que comunicam sua verdade dentro do ambiente de trabalho.

O segredo é a transparência e a horizontalidade
da gestão de novos e velhos negócios.

Dentro do cenário que estamos construindo juntos, a hierarquia tradicional, em que o chefe tem a necessidade de controlar o que a outra pessoa está fazendo, foi substituída por uma hierarquia orgânica e fluida.

Esse modelo de gestão não é só para fazer bonito. Pelo contrário, são inúmeras as vantagens que estão sendo exploradas através de uma liderança mais transparente e horizontal.

Algumas delas são a autogestão, a totalidade do ser humano e o propósito (pessoal e coletivo) colocado na prática. Estamos falando de organizações que são organismos vivos, conectadas com a natureza e a verdade das pessoas que fazem parte dela.

Em um mundo construído por lideranças mais humanizadas, o cenário todo muda: o objetivo da vida não é ter sucesso ou ser amado, mas tornar-se a mais verdadeira expressão de si mesmo, viver de forma autêntica, honrar a vida que lhe foi dada e estar a serviço da humanidade e do mundo.

Afinal, a vida não está pedindo que nos transformemos em nada que já não esteja dentro de nós mesmos.

Comentar