O Design Thinking pode ser aplicado na educação?

Para responder a essa pergunta, primeiro precisamos entender o que é Design Thinking. O conceito é vago e a tradução da expressão inglesa difícil, por isso mesmo passou-se a adotá-la no original. O Design Thinking, ou DT, foi popularizado pela IDEO, uma empresa internacional de consultoria e design sediada em Palo Alto, Califórnia, na região do Vale do Silício, famoso por reunir as maiores empresas de tecnologia do mundo. Então, ninguém melhor do que Tim Brown, o presidente e CEO da empresa, para dizer o que é DT.

Segundo ele, Design Thinking é uma abordagem para inovação centrada no ser humano, desenhada pela caixa de ferramentas dos designers para integrar as necessidades das pessoas, as possibilidades tecnológicas e os requisitos para o sucesso nos negócios. Pensar como um designer pode mudar as maneiras que as empresas usam para desenvolver produtos, serviços, processos e estratégias.

Logo, apesar de algumas pessoas acreditarem que DT é uma metodologia, trata-se de uma forma de abordar/solucionar um problema como os designers fazem. É a adoção de um modelo mental mais adequado para a condução de projetos dentro da complexidade do mundo atual. A partir da observação e do fluxo livre de pensamento, juntam-se ideias de várias fontes que vão direcionar os passos para a solução do problema, sempre mantendo o foco no elemento humano.

Como é um típico ciclo de design

Pense em como os designers abordam um projeto: eles partem da observação cuidadosa do problema, analisam todas as informações recolhidas e então reúnem ideias criativas para propor e experimentar uma solução ou produto. A partir do protótipo desse produto, o resultado será testado e ajustado. Importante: o foco estará sempre na pessoa que vai usar o produto ou o serviço.

Veja as etapas envolvidas no DT

Devido a diferentes traduções, a denominação das etapas pode variar de acordo com a literatura pesquisada, mas não variam no significado. Veja quais são elas:

Observação ou Descoberta

O problema é identificado. Existe um desafio a ser encarado e as pessoas envolvidas têm necessidades que precisam ser atendidas. É quando diferentes olhares convergem para o mesmo problema. Nesta etapa, recolhem-se o máximo de dados e informações fundamentais para se chegar à solução, sempre mantendo o foco no elemento humano em todos os seus aspectos: físico, psicológico, sociológico e cultural.

Ponto de vista ou interpretação

Os dados levantados, os insights e os diferentes olhares favorecem a reformulação do desafio. É hora de interpretar o que foi aprendido. Essa interpretação será influenciada pelas histórias e experiências individuais de cada um no grupo, o que vai gerar variedade de pontos de vista e múltiplas possibilidades de solução.

Ideação

É a etapa da geração de ideias, incluindo as mais malucas, do brainstorming, do pensamento criativo. Todos os participantes apresentam suas ideias, por escrito, desenhadas ou oralmente. Quanto mais ideias são colocadas na mesa, melhor. Um plano de ação mais detalhado é esboçado.

Experimentação ou prototipagem

É a fase em que se experimentam as possíveis soluções para o desafio proposto. As ideias ganham formas concretas, inclusive, quando for o caso, com a elaboração de protótipos que serão testados e avaliados. É a hora da tentativa e erro: aprendem-se lições sobre o que deu errado e tenta-se novamente.

Evolução

Nessa etapa acontece o acompanhamento do projeto ao longo do tempo, a avaliação dos resultados, para rever e aprimorar aspectos quando necessário, e o planejamento dos próximos passos. O processo de aprendizado é contínuo.

O Design Thinking aplicado à educação

A crescente complexidade do mundo globalizado tem desafiado o tradicional sistema educacional concebido para atender as necessidades da era industrial, no qual o estudante é um receptor passivo de informações. Agora, a educação precisa ir além, e ensinar o estudante como aprender, participar e criar.

Ao se aplicar o DT na educação, o estudante é colocado como ator do processo, e não mais como simples receptor de informações. Ele vai analisar o problema, expressar seu ponto de vista, expor suas dificuldades e propor soluções. Tudo isso é feito coletivamente, para que o estudante compartilhe das múltiplas abordagens para um mesmo problema: nenhuma resposta é perfeita, e as melhores soluções surgem quando se reúnem perspectivas aparentemente divergentes. Assim, o Design Thinking promove a colaboração e a empatia.

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