Desenhe sua carreira para o futuro

O futuro pode dar medo.

Em vários aspectos, por vários motivos, em vários âmbitos. Medo pode ser uma palavra muito pesada, mas “insegurança” parece a certa.

As pessoas que estão começando agora a traçar o seu futuro querem certezas sólidas e concretas, mas já faz tempo que o mundo não nos proporciona essas certezas. Amanhã pode não haver mais girafas, podemos encontrar vida em Marte, a Madonna pode desistir da música e virar contadora ou podemos começar uma guerra nuclear.

O mercado está sofrendo reviravoltas constantes, o comportamento de consumo das pessoas ganhou uma nova cara, profissões estão deixando de existir e, daqui a pouco, até nosso salário vai ser pago em criptomoedas.

O que precisávamos antes para desenhar uma carreira já não é mais a mesma coisa. Tudo o que conhecíamos se transformou e tudo o que conhecemos está indo pelo mesmo caminho. O futuro é incerto e o mundo de amanhã é outro mundo.

Agora, tente pensar no resto da sua vida quando não se sabe o dia de amanhã.

Mais que o dia de amanhã: não se sabe de você. Da mesma forma que o mundo muda, nós também mudamos. Se você se olhar 2 anos atrás verá o quanto está diferente de hoje, que será também diferente de daqui a dois anos.

Então, quando nos encontramos com 18 anos, página de inscrição para o vestibular aberta, bate aquela dúvida mortal: “E agora? O que eu vou fazer da minha vida?”. Felizes são aqueles que desde pequenos já sabem o que querem ser; as bailarinas que viram bailarinas e os astronautas que viram astronautas, ou aqueles que conseguem ser calculistas o suficiente para escolher seu emprego baseado somente no tamanho do salário.

Mas para o resto de nós, meros mortais, é um momento de muita dúvida, até crise.

O resto da vida é um tempo muito comprido para passar exercendo uma função que achamos no máximo tolerável, mas vender sua arte na praia não parece muito viável, então queremos encontrar algo nesse limbo entre “vou conseguir pagar minhas contas levar as crianças para a Disney” e “escolha um trabalho que você ame e não terá de trabalhar um único dia de sua vida”.

Essa não é uma tarefa fácil, mas para tentar guiá-lo nessa sua descoberta, vamos deixar algumas questões para você pensar ao tomar a sua decisão.

O que eu sei que não quero fazer?

Antes de tentar escolher, é melhor reduzir suas opções, então corte logo o que não te interessa.

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O que eu já gostei de fazer?

Dentro da sua vivência o que você acha divertido ou prazeroso. Tente manter coisas como ‘comer chocolate’ ou ‘brincar com filhotes’ mais para o final da sua lista, pense em coisas mais práticas.

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O que eu fui bom/boa?

Nem sempre somos bons no que gostamos, então ponha a mão na consciência e deixe todos os seus talentos, sejam quais forem, irem para o papel.

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As pessoas me buscam para ajudar no que?

Se a pergunta anterior foi difícil de responder, essa pode te ajudar. Se você foi procurado para auxiliar, é porque é referência de conhecimento e habilidade na cabeça das pessoas.

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Que experiências eu já tenho?

Busque na sua memória experiencias que podem te ajudar. Mesmo coisas pequenas contam. Cuidar da sua prima mais nova mostra responsabilidade, atenção, cuidado e capacidade de exercer mais de uma função ao mesmo tempo. Uma bela gerente, não acha?

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Qual a probabilidade de um robô substituir a minha função?

A revolução tecnológica está aí e não podemos negá-la. Tente se manter longe de funções muito mecânicas, e busque algo que exija mais intelecto, criatividade e/ou improviso. As máquinas ainda não aprenderam a sonhar.

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O que me dá vontade de tomar ação?

O que te move? O que te faz querer levantar do sofá e mudar o mundo? Qual a sua motivação? Tente colocar um pouco da sua paixão no seu trabalho e verá que é bem mais fácil acordar as 5h50 da manhã quando se têm um propósito .

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Para um pouco mais de inspiração, olha esse TEDx da Ashley Stahl, que ia ser espiã mas acabou se tornando uma coach de carreiras.

Não existe uma fórmula mágica para você encontrar o emprego dos sonhos, e mesmo os melhores empregos do mundo tem seus dias ruins. Mas podemos traçar nossas carreiras para que ao menos sejamos bons no que fazemos e consigamos nos manter ao longo dos anos. Nunca é tarde para encontrar o seu melhor caminho.


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