Branding: a marca além do seu produto

O que você tem guardado? Numa caixa no topo do seu armário. Ou debaixo da cama. Cobertores, uma barraca, malas de viagem, botas de inverno daquela uma vez que você foi para Nova Iorque e esqueceu que mora em um país tropical? E memórias, um livro com uma flor e uma cartinha dentro, dados pelo seu primeiro namorado, o último cartão de aniversário que a sua avó te escreveu, um desenho horrível que o seu sobrinho fez, mas que você não teve coragem de jogar fora e deixou preso na porta da sua geladeira por meses.

Coisas feitas e pensadas para você, com carinho.

Gostamos de nos sentir especiais, desse cuidado individual. Então, quando achamos uma marca que nos dê essa atenção, nós a abraçamos.

Desde a Revolução Industrial, produtos massificados vêm sendo produzidos incansavelmente. Para a indústria, é muito mais interessante cuspir peças idênticas dia e noite – a própria Ford no início da sua carreira só vendia carros pretos. Quando não havia outras opções disponíveis, o consumidor não se importava, queria a funcionalidade do produto e só. Mas assim que a Toyota, no Pós-Guerra, surgiu com uma paleta de cores e várias opções de estofamento para seus carros, o comprador foi à loucura e abraçou esse novo conceito com força.

Bacana a aula de história, mas isso não é novidade.

Realmente, a ideia de oferecer possibilidades de escolha para seus clientes já é bem comum. Mas oferecer A coisa certa para seu cliente ainda é um modelo de negócios em construção.

A forma mais bruta dele são as Subscription Boxes – ou Clubes de Assinatura, como são chamados aqui: caixas das mais diversas categorias curadas para o seu gosto pessoal.

Sua maior expressividade ainda é americana, mas já podemos observar o surgimento de algumas no mercado brasileiro, como a Tag (livros), Grão Gourmet (café), Box Joaninha (brinquedos infantis), Home Shave Club (cuidados masculinos) ou GlutenFree Box (voltado para celíacos), para nomear algumas.

Nelas, o comprador responde um questionário informando seus gostos pessoais e recebe periodicamente na sua porta uma caixa com produtos escolhidos de acordo com suas preferências.

Mas a personalização de produtos (serviços inclusos) pode se dar de várias formas diferentes e até mais sutis. Pode estar incorporada ao seu serviço, como a Netflix com sua lista de sugestões ou o Spotify e a sua playlist “Descobertas da Semana” com a sua cara na capa.

No Facebook, você pode decidir quais páginas você quer ver primeiro no seu feed; no Instagram, quais hashtags seguir; o famoso algoritmo do Google que decide se vai ou não mostrar propagandas para você, ou qual link aparecerá no topo da sua busca. Vários restaurantes delivery preferem mandar suas promoções no WhatsApp dos seus clientes, como se estivessem falando diretamente com o consumidor. Ao realizar uma compra online na Magazine Luiza, você recebe o status da sua entrega no seu WhatsApp pela Magalu, a personagem da marca. Com direito a fotinho de perfil e tudo.

Se você não sabe como criar essa personalização ao gosto do cliente, ajuste seu branding  para que sua marca passe a imagem de que tempo e dedicação foram colocados na produção do seu produto já é bastante efetivo. Quer saber mais sobre Branding? Temos um curso pra você, Branding: Como criar e gerir marcas.

Como? Vem cá que a gente te mostra!

                           

 

                                                                             

                                                                                 

Qual coluna você está mais inclinado a comprar? A primeira, não é?

                              

                                           

 

E os produtos, quando não são exatamente os mesmos, são da mesma marca. Mas adivinha qual coluna é mais cara?

Também a primeira, porque a percepção do consumidor sobre o valor do produto é maior, puramente porque nos dá a sensação de que foi feito artesanalmente, com mais cuidado. A gente sabe que não, mas só por aparentar ter já é o suficiente para nos convencer.

A gigantesca verdade é que gostamos de nos sentir queridos. E qual a maior forma de expressão de carinho senão apresentar algo feito a mão para você usufruir? É o quentinho no meio do peito que nos diz que as pessoas se importam conosco.

Então, tente incorporar essa sensação de bilhetinho de mãe dentro da lancheira na sua próxima oferta e veja, mais que a adesão dos seus clientes, a fidelidade que vem com esse modelo.

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