A importância da pesquisa para entender o consumidor

Estamos sempre falando sobre empatia e a necessidade de se colocar no lugar do outro. Quando pensamos nos negócios, é importante pensar no consumidor antes de qualquer outra coisa – na sua satisfação, seu grau de engajamento e de apreço pela marca. Primeiro porque essa é uma forma de você ter um bom resultado no final do mês. Segundo porque estamos aqui muito mais do que só para vender. Estamos aqui para atender necessidades, satisfazer desejos, realizar sonhos.

Certo, e como posso saber o que os meus consumidores querem do meu produto/serviço?

A resposta é: pesquisando!

Pesquisar sobre seu público, seus hábitos e suas preferências sempre traz bons insights. Os insights, por sua vez, são de extrema importância para o processo de criação ou remodelagem daquilo que você oferece. Se você não tem ideia de como agradar o seu público, vá conversar com ele. É aquela coisa de sempre: se você está tendo um problema, não é ignorando tudo que as coisas vão melhorar. É preciso diálogo para entender o que é melhor. Isso cabe perfeitamente quando estamos falando sobre empatia e entender comportamentos dos consumidores.

Mas também não é só sair fazendo aquele monte de pesquisa online, disparar para milhares de pessoas e achar que o resultado daquilo é acurado o suficiente para as soluções. Da mesma forma que queremos resultados próximos, que retratem de forma fiel o perfil do cliente, não podemos nos distanciar dele. É para isso que existem as pesquisas etnográficas, um tipo de pesquisa qualitativa bastante complexa e aprofundada.

A palavra significa “registro feito com o intuito de descrever a cultura material de um povo” e está diretamente ligada com os estudos da Antropologia. Durante toda a história da humanidade, foi através de pesquisas etnográficas que ficou possível entender comportamentos de povos mais isolados, com costumes peculiares e crenças diferenciadas. Os pesquisadores passavam anos ouvindo, observando e sentindo como era ser de uma tribo X.

Muito se aprendeu através dessa metodologia e muito conhecimento foi disseminado graças às pesquisas etnográficas. Então, nos tempos mais modernos, essa técnica começou a ser utilizada não só para embasar pesquisas teóricas e formar conhecimento histórico, mas também para compreender comportamentos de determinados grupos de consumidores e usuários.

Através das entrevistas etnográficas, podemos ter uma experiência completa com os indivíduos através de três ações:

  • Ouvir o que as pessoas dizem;
  • Sentir o que elas sentem;
  • Observar o que elas fazem.


A primeira parte de uma pesquisa etnográfica é ouvir aquilo que as pessoas dizem que fazem. E sim, a colocação está correta: o que elas dizem que fazem, e não o que elas fazem de verdade. Existe uma distância bem grande entre essas coisas, e você vai notar isso quando estiver realizando as outras etapas.

A segunda parte envolve a observação do comportamento do consumidor. Você escolhe alguns dos entrevistados e passa algum tempo com ele, observando tudo o que ele faz, sem interferir. Como é a relação dele com a cidade, com o transporte público, que lugares ele almoça, como ele consome no dia-a-dia…

Por último, a etapa de vivência. Agora você não vai só observar, mas também fazer o que a pessoa faz. Comer o que ela come, passar um dia trabalhando com ela, enfim. Vivendo como ela vive.

Mesmo que pareça uma tarefa bastante complicada, aplicar a pesquisa etnográfica com 5 ou 6 pessoas já traz resultados muito mais ricos e insights de valor do que mil formulários respondidos online. Estar em contato direto com o entrevistado e viver um dia com ele vale muito mais a pena e pode ser decisivo para o seu negócio.

Aqui na Descola, temos um curso sobre como fazer pesquisa para obter insights valiosos. Se precisa de uma força para melhorar os negócios e quer realizar pesquisas centradas no ser humano, fica aí a dica do curso e das pesquisas etnográficas. 😉

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