O futuro da educação brasileira

Um dos temas mais populares e movimentados quando falamos sobre o futuro é com certeza a educação. Você já deve ter notado que cada vez mais as apostas de tendências inovadoras englobam muitas vertentes e abordagens de aprendizado. Isso se dá porque, com o passar do tempo, as pessoas e o mercado vão percebendo o valor de uma educação de qualidade, não só para a formação de bons profissionais, mas também de seres humanos críticos e pouco acomodados.

Confira alguns dos temas chave que vem tomando espaço no horizonte da educação e desenhando um futuro mais instruído e preparado para nós.

Smartphones e mobile learning

O aprendizado digital traz inúmeras facilidades e qualidades, como a interdisciplinaridade e o estudo através da interação, que auxilia no entendimento dos conteúdos.

É difícil hoje encontrar alguma pessoa que não tenha o seu próprio smartphone, e o acesso a esses aparelhos avança a largos passos todos os anos. Já se tornou clichê dizer que muito além dos aplicativos de redes sociais e troca de mensagens, os smartphones nos trazem um mundo de informações na palma da mão. As plataformas de cursos online crescem anualmente e o aprendizado mobile vai junto. As pessoas tendem a utilizar mais dos espaços de tempo que antes eram “perdidos” (como o tempo passado no transporte público) e aproveitam para aprender algo novo.

Em relação aos aplicativos disponíveis para aprendizado, a gama de segmentos cresce muito anualmente, e a previsão para 2017 é que esse crescimento seja ainda mais significativo. Existem milhares de apps para aprender sobre um novo tema, um novo idioma, reforçar conhecimentos através de questionários, simuladores portáteis e muitos outros temas. O leque disponível fica cada vez mais aberto.

Se você está procurando oportunidade para crescer no seu trabalho ou até mesmo se está procurando um novo propósito para sua vida ou negócio, o mobile learning pode ser uma ferramenta poderosa, especialmente se você não tem tempo de fazer cursos presenciais. Os cursos online demandam muito menos tempo na sua agenda, e você pode fazer o seu horário da forma que lhe for mais conveniente. Veja 6 motivos para fazer um curso online.

Plataformas personalizáveis

Caso você já esteja acostumado a estudar através de plataformas online, já deve ter encontrado alguma que faz uma avaliação com você antes de aplicar conteúdo. Essas são as plataformas personalizáveis, que partem do seus pontos fortes e fracos e elaboram um ambiente e uma programação mais efetivos para seus estudos.

Além disso, esse modelo de ensino online também faz uma espécie de verificação ao final de cada módulo, a fim de trazer em números para o aluno quais são suas facilidades e dificuldades. Essa didática auxilia muito na hora de descobrir o que você precisa estudar mais e aquilo que você já manda bem.

Ambientes colaborativos

Os modelos de aprendizado híbridos e colaborativos são uma tendência em andamento. Fóruns de discussão na Internet, em especial os grupos no Facebook, têm tornado muito fácil acessar conteúdo e tirar dúvida entre outros estudantes e professores. A interação é a peça chave para que esse tipo de modelo funcione, e a Internet, então, se torna essencial.

Aqui na Descola, ao efetuar a compra de um de nossos cursos, você tem acesso ao grupo de discussão de cada um deles. Lá você pode trocar ideias com outras pessoas que também fizeram o mesmo curso e o(s) professor(es) das aulas.

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Gamification

O termo gamification diz respeito ao aprendizado através de jogos. Seus benefícios já foram comprovados em áreas como desenvolvimento cognitivo, solução de problemas e trabalho em equipe.

Além de uma abordagem de entretenimento, pense em como seria aprender encarando cada tema como o nível de um jogo. Ao terminar, você acumula pontos, fica por dentro do seu desempenho e avança até seus objetivos. Essa é uma ferramenta pra que você aprenda de maneira muito descontraída e diferente, perfeito para quem não gosta dos métodos engessados de ensino e quer inovar na hora de aprender.

Questões políticas

No âmbito político do avanço educacional, 2017 pode trazer alguns episódios turbulentos para a educação brasileira. As principais discussões serão em torno da reforma do ensino médio e a crise que o ensino superior enfrenta, além da necessidade emergente de atualização da Base Nacional Comum Curricular.

Com a redução das políticas de financiamento e os cortes no orçamento, o ensino superior entra num processo de incerteza. Além dessas questões mais governamentais, as instituições enfrentam também uma necessidade de renovação de seus currículos, revendo seus métodos de ensino e avaliação. Isso tudo para deixar de formar profissionais pouco capazes e passar a entregar ao mercado de trabalho pessoas com potencial lapidado.

A atualização da Base Nacional Comum Curricular é um assunto que vai de encontro à reforma do ensino médio: ambos caminham para uma educação mais condizente com a realidade dos estudantes brasileiros, deixando de sobrecarregar os jovens com conteúdos que não os auxiliam de forma prática no dia a dia. Embora a reforma traga pontos polêmicos como a retirada da obrigatoriedade de disciplinas como filosofia e sociologia, dentre os aspectos mais promissores estão a flexibilidade conferida ao aluno, que poderá direcionar suas áreas de formação, e a possibilidade de integrar o ensino técnico ao médio.

Ensino profissionalizante

Assim como as reformas no ensino médio e as mudanças no ensino superior, os cursos profissionalizantes tendem a ter mais notoriedade em 2017. As escolas de ensino profissionalizante apostam numa retomada da economia, visando formar profissionais que atendam as demandas do mercado e que sejam capazes de empreender, além de ser também uma alternativa para quem está buscando mudar os caminhos de seu negócio.

No caso dos cursos profissionalizantes presenciais, os modelos de sala de aula invertida são uma aposta que já está em andamento. Ao invés de seguirem o modelo convencional de ensino, em que o professor aborda os temas na sala de aula e os alunos complementam o aprendizado com exercícios e tarefas para casa, a sala de aula invertida propõe o compartilhamento de conteúdo antes da aula, para que os alunos tenham familiaridade com o assunto. Isso faz com que a aula seja mais fluente e os alunos possam tirar dúvidas que já tenham trazido de casa, com a anterior leitura.

Fizemos um post listando uma porção de coisas que acreditamos serem tendências para os próximos anos, leia. Fique de olho nas novas oportunidades que vêm surgindo na área da educação e não deixe de atualizar sempre o seu currículo. Oportunidade e novidade não faltam. 🙂

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