O estado de fluxo e a felicidade no trabalho

Estão preparados para um pouco de psicologia? Nossa conversa hoje tem como base dois psicólogos muito influentes, que estudam áreas relacionadas à felicidade do ser humano.

Sabe aquele momento que você realizou algo que estava tão envolvido e nem notou o tempo? Essa sensação tem nome, e é chamada de estado de fluxo.

A experiência de fluxo é um conceito da psicologia positiva desenvolvido por um cara de nome bem difícil, Mihály Csíkszentmihály, ou só Mihály mesmo.

Esse conceito, também chamado de estado de flow, surgiu na década de 70 quando Mihály entrevistou diversos profissionais bem sucedidos e identificou fatores comuns em seus empregos e atividades de lazer.

O estado de excelência e a experiência do fluxo

Profissionais no estado identificado por Mihály entram em um tipo de transe, um estado de consciência alterada onde são absorvidos pelo momento. Nesse intervalo de tempo, a pessoa fica muito focada, serena, com uma clareza interior e não percebe o tempo passar. Esse comportamento é frequentemente visto em crianças brincando.

Um dos aspectos mais curiosos é que nesse estado, há um feedback instantâneo. Um músico em um estado de flow sabe no momento se a nota tocada saiu como deveria e um médico tem a noção exata se está realizando um bom trabalho ou não. Estando alheia ao mundo exterior, a pessoa otimiza o trabalho e não se preocupa com outros problemas. Esses são fatores essenciais para uma vida feliz.

Comentamos sobre o que é, mas não ainda como alcançá-lo.

A tarefa executada não deve ser muito fácil (a ponto de ser chata de realizar), nem muito difícil (a ponto de deixar a pessoa com raiva). O ideal é que haja um equilíbrio razoável entre a dificuldade e a habilidade do profissional. Convém mencionar que conforme o profissional aumenta seus conhecimentos, menos tarefas podem ser consideradas difíceis.

Fica aqui a sugestão para o TED do Mihály, com legendas em português.

O estado de fluxo e felicidade

Outro psicólogo, Martin Selingman, também estudou a percebeu que que os indivíduos mais felizes e realizados costumam relacionar-se com outras pessoas e gostar da companhia.

Selingman disse que há três tipos de vida feliz, e diz que com esses três pontos a felicidade de torna duradoura.

Vida plena: busca o conhecimento e atingir o fluxo.

Vida significativa: engajar-se e realizar uma tarefa mais importante que si próprio.

Vida agradável: socializar-se e buscar prazer no que faz.

As relações sociais, naturalmente, não são uma garantia de felicidade, mas a felicidade se torna impossível sem elas. Isso tudo é uma grande motivação para que se corra atrás de suas ideias e do que te faz feliz, ainda mais se for possível fazer isso bem acompanhado.

No empreendedorismo, quando o profissional trabalha com o que gosta e sabe que está fazendo diferença, contagia diretamente os clientes e todos que se relacionam com o negócio.

Tudo que dissemos não é uma receita de bolo, mas dá uma boa ideia do que ter em mente quando começar seu próprio empreendimento.

Procure também ferramentas que tornem possível alcançar o estado de fluxo e dê uma olhada em nossos cursos – que podem te ajudar a encontrar esse caminho!

Caso tenha alguma dúvida deixe um comentário abaixo.

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